Entre 2023 e 2025, a Nike enfrentou desafios significativos que a levaram a uma profunda reestruturação operacional e a uma ênfase renovada na experiência digital. Essas mudanças estratégicas oferecem lições valiosas para profissionais de moda, gestão e marketing.
Contexto e Desafios Enfrentados
Em 2023, a Nike enfrentava uma queda nas vendas e uma perda de relevância cultural, atribuídas a uma estratégia excessivamente focada no modelo direto ao consumidor (DTC) e em iniciativas digitais que alienaram parceiros de atacado e comprometeram a inovação de produtos. A empresa também sofreu com a concorrência de marcas emergentes, como Hoka e On Running, que capturaram a preferência dos consumidores.
Mudança de Liderança e Nova Estratégia
Em outubro de 2024, Elliott Hill assumiu o cargo de CEO, trazendo uma nova perspectiva para a empresa. Hill enfatizou um retorno às raízes esportivas da Nike, colocando o esporte como a “estrela guia” da marca. Sua estratégia incluiu:
Desempenho Financeiro e Desafios Contínuos
Apesar das iniciativas, a Nike continuou a enfrentar desafios financeiros:
Foco na Experiência Digital e Estratégia de Preços
A Nike ajustou sua estratégia digital para focar em vendas a preço cheio, reduzindo dias promocionais e taxas de desconto. Nos primeiros meses de 2025, não houve dias promocionais na América do Norte, contrastando com mais de 30 no mesmo período do ano anterior. Essa abordagem visa estabilizar e, eventualmente, aumentar a receita, alinhando-se com a estratégia de reposicionamento da marca.
Lições para Profissionais de Moda, Gestão e Marketing
A trajetória recente da Nike oferece várias lições:
Conclusão
A reestruturação da Nike entre 2023 e 2025 destaca os desafios de equilibrar inovação, canais de distribuição e gestão de marca em um mercado competitivo. A experiência da empresa ressalta a necessidade de estratégias integradas que alinhem operações, marketing e experiência do cliente para sustentar o crescimento e a relevância no setor de moda e artigos esportivos.