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O mercado de moda no WebSummit

Discussões de tendências para o futuro do mercado de moda

Juliana Ferré
Postado em 08 de Novembro - leitura de 4 minutos
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Na maior conferência de tecnologia da Europa, o mercado de moda se fez presente. Além das inúmeras startups e das grandes empresas que trazem soluções disruptivas para o mercado, houve também muita discussão e muitos puxões de orelhas nos talks que aconteceram no terceiro e último dia de evento. 

Para contextualizar, o mercado de moda movimenta mais de US$400 Bi no mundo. Um dos maiores mercados do planeta. Com todo esse tamanho, o impacto de todas as ações tomadas pela indústria da moda tem consequências muito grandes. 

Desta forma, os principais temas abordados nos talks foram: ''Para onde o mercado vai nos próximos anos?'', ''O que está acontecendo com a nova demanda de consumo e os velhos hábitos de varejo?'' e ''Sustentabilidade'', um tema nada novo, mas que ainda tem que ser discutido porque boa parte do mercado ainda não aderiu. Além de ''Novas Tecnologias'' e como isso vai impactar em toda a  cadeia.

Daniel Grieder, CEO da Tommy Hilfiger, começou o dia falando de tecnologia nos processos de desenvolvimento, produção e vendas de produtos da marca que comanda. Com o desejo e o foco de se tornar a primeira Fashion Tech do mundo, a Tommy vem investindo em startups, em novos escritórios e em novos profissionais que conseguem unir a os avanços tecnológicos com as necessidades de uma marca de roupa. O objetivo é continuar criando, produzindo, vendendo e entregando a melhor experiência ao consumidor. E ainda afirma, que o uso da tecnologia em cada um dos processos agrega a toda a empresa, agilidade, diminuição de custos, sustentabilidade ao processo inteiro e menor impacto aos recursos naturais. 

Assim como Grieder apresentou sua preocupação em maneiras mais ágeis e sustentáveis para avançar com o crescimento da Tommy Hilfiger, Lisa Lang e Amber Jae Slooten tiveram um rico e disruptivo  bate papo. Lang é engenheira de tecnologia, trabalha com moda 100% foca em novas tecnologias, tecidos inteligentes e etc - Vale conhecer seus trabalhos: Elektrocouture e The Power House.

Já Slooten, é estilista formada em faculdades tradicionais, mas que desde o início não conseguia entender a necessidade de se fazer mais produtos, sendo que ''o mundo está cheio de roupas por aí". Como fundadora da The Fabricant, traz a proposta de produtos virtuais, nas mais avançadas tecnologias de 3D, a criação infinita e zero impacto ao mundo. 

Juntas, elas abrem a discussão de como devemos repensar nossos negócios, a maneira com que fazemos nossos produtos e repensar absolutamente todo o processo.

Sempre que falamos em tecnologia é comum que os envolvidos com criação se sintam ameaçados, mas, como disse Lisa Lang ''O trabalho do designer com a tecnologia é tão importante quanto tem sido até hoje. O designer tem que controlar todo o processo. A tecnologia é somente uma ferramenta, é o seu suporte. Afinal, designer é quem tem a emoção, o trabalho dele é ligar os pontos e impactar e emocionar as pessoas. Afinal, são para as pessoas que falamos e vendemos''.

Na sequência, o papo caminhou para novas profissões. Segundo elas, as profissões atuais do mercado da moda estão com os dias contados. As novas vagas, ainda estão se formando e não há educação acadêmica e formação para nos ensinar para onde ir. Por isso, temos que ficar atentos, sair do nosso quadrado para entender para onde o mercado está indo e nos anteciparmos para não sermos deixados para trás. 

Na visão de Lang e Slooten, mudanças precisam acontecer no mercado para que não entre em colapso. Pois o mercado ainda está muito imaturo para produtos digitais, mas essa é uma realidade que já existe e temos que pensar e tentar inovar, pois em momentos como este a pior opção é não fazer nada e ficar assistindo o mundo mudar e te deixar para trás. 

Nos talks da  Anna Gedda da H&M, Katrin Ley da Fashion for Good e Simon Beckerman da Depop, o tema ''Sustentabilidade'' foi o ponto alto. Soluções para maior longevidade do produto, para economia circular e reciclagem de produtos são as grandes preocupações das grandes empresa. Afinal, as fontes estão se acabando e sem novas soluções não há mais como a indústria da moda evoluir. 

E ai? Como você está encarando as mudanças do mundo e do mercado?

E como você vê os movimentos do mercado nacional para não ficar para trás?

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